Racismo na Escola: saiba como enfrentar

Racismo na escola é abominável. Lembre-se sempre disso. Racismo não é brincadeira, não é coisa de adolescente, não é bullying. Racismo é crime e você não pode ficar calada.

Às vezes, a gente acha que se calar e levar o racismo na brincadeira (o que não é, racismo é crime), o agressor irá cansar e desistir. Mas, na verdade, o que acontece é o contrário. O racista sente-se, com o silêncio da vítima, estimulado a agredir, ofender e discriminar cada vez mais.

Você já sofreu alguma situação de racismo na escola e quer saber como enfrentar?

1. Deixe claro que seu colega está sendo racista

Nunca se coloque em perigo, mas se perceber que há oportunidade de confrontar o agressor, mostrando que ele está sendo racista, faça. Diga com todas as letras que falar do seu cabelo, da sua cor, do seus traços é racismo. Não aceite apelidos, deixe claro: “isso o que você está fazendo é racismo”.

Você notará que o racista ficará sem chão. E certamente ele dirá que não é racista e usará exemplos para defender o indefensável. Não prolongue a conversa, o próximo passo é buscar ajuda e denunciá-lo.

2. Peça ajuda a um adulto de confiança

Você não precisa debater com o racista, caso tenha medo ou sinta que sua segurança física está em risco. Fale com um adulto de sua confiança imediatamente após o ocorrido. Pode ser sua mãe, seu pai, uma tia, professora, servente da escola, diretor ou qualquer adulto que esteja aberto a te acolher e entender.

3. Comunique a direção da escola e as autoridades

Após conversar com seu adulto de confiança, peça que ele comunique o fato ao diretor da escola. É preciso ser firme e não aceitar que o diretor encare a situação como brincadeirinha entre colegas, o que não é. Caso ele diga algo do tipo, afirme que irá à polícia e denunciará a escola à Secretaria de Ensino da sua região. Não tenha medo. É triste não ser acolhida, mas lembrem-se sempre que a lei está ao seu lado.

Alguns adolescentes acreditam que são inimputáveis. Mas a legislação brasileira permite que adolescentes sofram ações socioeducativas em práticas análogas a crimes. No mínimo uma bela dor de cabeça e horas perdidas depondo na políicia e diante de um juiz, o seu colega racista enfrentará.

4. Proponha aos professores abordar a cultura afro-brasileira em sala de aula

A LEI No 10.639, DE 9 DE JANEIRO DE 2003 estabelece que as escolas devem incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira”. Mas, na prática, isso nem sempre acontece. Você certamente conhece um professor legal, diferenciado que vai adorar incluir a matéria no currículo. Se encontrar resistência, convide amigas para montar uma petição e leve à diretoria.

Lei é lei e deve ser cumprida. Não se preocupe em ficar com fama de chata. Chato é a escola se omitir e ignorar a lei. O estudo da História e Cultura Afro-brasileira aproxima todos os alunos, brancos e negros, da história de uma população tão importante para a história e construção do Brasil. É uma forma de reconhecer e valorizar o povo negro e ajudar a combater o racismo.

Veja esse vídeo:

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